A atenção dos viajantes e da indústria aérea se volta para os impactos da nova reforma tributária. Um estudo recente da Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo) revela que a Reforma tributária pode elevar passagens aéreas em 16,1%, tanto para voos domésticos quanto internacionais, trazendo consigo a possibilidade de redução significativa na demanda e desaceleração na expansão da malha aérea brasileira. Esta é a principal preocupação que surge com a implementação das novas alíquotas de CBS e IBS.
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A preocupação principal é como a aplicação de uma alíquota-padrão estimada em 26,5% vai impactar o bolso do consumidor e a sustentabilidade do setor. A estimativa não é apenas um aumento direto nos preços; ela prevê um efeito cascata que pode alterar profundamente o cenário da aviação no Brasil.
Reforma tributária pode elevar passagens aéreas em 16,1%: Entenda o cenário
O estudo detalhado da Alta aponta que, além do aumento médio de 16,1% nas passagens aéreas domésticas, haveria uma queda expressiva de 21,1% na demanda por voos dentro do país. Para as rotas internacionais, a elevação estimada seria de 13,3% no custo. Esses números são alarmantes para um setor que já enfrenta desafios econômicos significativos.
As companhias aéreas brasileiras, entre 2015 e 2025, acumularam um prejuízo líquido de R$ 55 bilhões. Com a perspectiva de custos operacionais mais altos e uma demanda menor, a capacidade de investimento em novas rotas e aeronaves pode ser comprometida, resultando em uma malha aérea menos abrangente para o consumidor.
Impactos diretos no bolso do consumidor e na economia
Para o viajante, o aumento nos preços das passagens significa menos viagens e, consequentemente, uma menor exploração das diversas regiões do país e do mundo. Esse cenário não afeta apenas o lazer, mas também o turismo de negócios, que é crucial para a economia.
A Alta projeta que os efeitos dessa tributação poderiam ir além do setor de aviação, impactando o PIB de Viagens e Turismo em cerca de US$ 7,7 bilhões até 2036. Além disso, a entidade estima a perda de 360 mil empregos relacionados ao turismo na próxima década, um número que representa quase um em cada quatro novos postos de trabalho projetados para o setor.
Empresas como a Latam já se posicionam sobre o tema. Jerome Cadier, CEO da Latam, destacou que a companhia paga anualmente R$ 2 bilhões em impostos e que, com a reforma, esse valor poderia saltar para R$ 6 bilhões. Ele ressalta que esse custo, em última instância, recai sobre o cliente, não sobre a empresa. A reivindicação do setor não é por incentivos, mas por um plano de longo prazo e clareza nas medidas de fomento ao turismo, além de uma reforma tributária que mantenha a carga atual, sem aumentá-la.
Como se preparar para a elevação nos custos das passagens
Diante da possibilidade de que a Reforma tributária pode elevar passagens aéreas em 16,1%, os consumidores devem ficar atentos e buscar estratégias para minimizar o impacto. Planejar as viagens com antecedência, pesquisar por promoções e flexibilizar as datas de voo são algumas das medidas que podem ajudar a economizar.
Além disso, ficar de olho em programas de fidelidade e milhas aéreas pode se tornar ainda mais vantajoso, pois eles podem oferecer alternativas para baratear os custos das viagens futuras. Acompanhar as notícias e as discussões sobre a reforma tributária é essencial para entender as mudanças e se adaptar a elas.
O que a reforma tributária pode significar para a competitividade
A reforma tributária, com a unificação de impostos e a criação do IBS e CBS, visa simplificar o sistema tributário brasileiro. No entanto, para o setor aéreo, essa simplificação pode resultar em um aumento da carga tributária. A Alta argumenta que, atualmente, o sistema tributário do setor aéreo brasileiro é um dos mais competitivos da América Latina, e que as novas regras poderiam rebaixar o Brasil para a 7ª posição em competitividade na região, ficando atrás de países como Panamá, Guatemala e Costa Rica.
A falta de previsibilidade e o potencial aumento de custos podem desestimular a expansão de operações e o investimento em infraestrutura, o que, a longo prazo, prejudicaria não só as companhias aéreas, mas toda a cadeia do turismo e a conectividade do país.
Em suma, a possibilidade de que a Reforma tributária pode elevar passagens aéreas em 16,1% exige atenção de todos os envolvidos. Consumidores, empresas e governo precisam encontrar um equilíbrio que permita a sustentabilidade do setor aéreo e do turismo, sem comprometer a capacidade de viagem dos brasileiros. O futuro das viagens no Brasil dependerá muito das decisões tomadas em relação à implementação final dessas novas regras tributárias.
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