Reforma Tributária Sobe Passagem Internacional em 26% a Partir de 2027: O que Muda para Quem Voa com Milhas?
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Reforma Tributária Sobe Passagem Internacional em 26% a Partir de 2027: O que Muda para Quem Voa com Milhas?

Juliano Thomas
Escrito porJuliano Thomas
Publicação31 de out. de 2026
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5 min
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Reforma Tributária Sobe Passagem Internacional em 26% a Partir de 2027: Entenda como a nova legislação pode aumentar os custos das passagens aéreas e as taxas de emissão para quem usa milhas, impactando suas viagens futuras.

A partir de 1º de janeiro de 2027, a Reforma tributária sobe passagem internacional em 26% a partir de 2027, impactando diretamente o custo das viagens. A nova tributação, que incide sobre o trecho de ida, levanta a dúvida de como isso afetará as passagens emitidas com milhas. A expectativa é de que as taxas de emissão em dinheiro, pagas nos resgates, aumentem para cobrir o novo imposto, mesmo que o valor do bilhete seja ‘pago’ com pontos.

Índice

Reforma Tributária Sobe Passagem Internacional em 26% a Partir de 2027: Impacto e Cenário Atual

A Lei Complementar 214/2025 estabelece a inclusão do transporte aéreo internacional na reforma tributária, com a incidência da CBS (federal) e do IBS (estados e municípios). A alíquota combinada de 26% recairá sobre o trecho de ida internacional a partir de 2027. A IATA projeta um aumento médio da tarifa internacional de US$ 740 para US$ 935, representando um salto de 26,3%. Este cenário de custos crescentes já está levando companhias estrangeiras a reconsiderar planos de expansão no Brasil, o que pode resultar em menos rotas e, consequentemente, menor disponibilidade de assentos para resgate com milhas.

O que muda na prática para quem paga em dinheiro?

Para quem compra passagens internacionais em dinheiro, a base de cálculo do novo imposto será o valor econômico do bilhete. As companhias aéreas estrangeiras, que atualmente não recolhem PIS/Cofins sobre operações internacionais, passarão a recolher CBS. Embora o Ministério da Fazenda sugira uma possível “suavização” do aumento através da recuperação de créditos de impostos pagos em combustível e catering, o setor aéreo já expressou que esse repasse de crédito ao consumidor não é garantido. Assim, o aumento de preço é o cenário mais provável e já esperado.

Como a Reforma Atinge as Passagens Emitidas com Milhas?

A grande incógnita da reforma tributária é o impacto sobre as passagens resgatadas com milhas. Nenhuma legislação ou documento oficial detalha como a base de cálculo do IBS/CBS será aplicada nesses casos. A questão central é se o imposto incidirá sobre o valor cheio da passagem (o custo em dinheiro, caso não fosse pago com milhas) ou apenas sobre as taxas de embarque e serviço que são pagas em real no momento do resgate. A expectativa, com base em como o Fisco trata permutas e bonificações em outros setores, é que a base de cálculo seja o valor econômico do serviço prestado.

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Se essa leitura se concretizar, as companhias aéreas recolherão tributos sobre o valor total do assento, mesmo quando ele é “pago” com milhas. Para cobrir esse custo adicional, a estratégia mais provável é o aumento das taxas de emissão e de serviço que o passageiro paga em dinheiro no resgate. Essas taxas são o único componente em espécie que a empresa pode controlar diretamente na transação de milhas. Portanto, a Reforma tributária sobe passagem internacional em 26% a partir de 2027 e, indiretamente, as taxas de emissão.

Recomendação prática para viajantes com milhas

Diante do cenário de incertezas, especialmente para quem tem planos de viagem internacional a partir de 2027, é prudente agir com planejamento. Simular emissões hoje e comparar com os custos projetados para depois da reforma pode ser uma estratégia. Para quem acumula milhas para uso a longo prazo (3-4 anos), é importante considerar que o custo por milha (CPM) atual pode não refletir o custo real de resgate em 2027, devido ao potencial aumento das taxas de emissão. Acompanhe as notícias e comunicados de programas de fidelidade, como Smiles, Latam Pass e TudoAzul, bem como notas técnicas da Receita Federal, para entender melhor as definições sobre a tributação de resgates com milhas. Regras e letras miúdas

  • A incidência da CBS e IBS sobre o transporte aéreo internacional começa em 1º de janeiro de 2027.
  • A alíquota de 26% incide sobre o trecho de ida internacional; o trecho de volta segue isento.
  • A reforma não especifica a tributação de resgates com milhas ou programas de fidelidade.
  • A IATA projeta queda na demanda por voos internacionais e domésticos no Brasil.
  • A recuperação de créditos para companhias aéreas não garante repasse de redução para o consumidor final.
  • A interpretação sobre a base de cálculo para passagens com milhas é uma aposta, baseada em precedentes fiscais.

Mesmo com as incertezas, a prudência sugere que quem tem resgates internacionais planejados para 2027 em diante avalie simular emissões agora. Travar o valor da taxa de emissão em 2026 pode representar uma economia significativa se a projeção de aumento se confirmar. Mantenha-se informado sobre as atualizações que podem surgir sobre a Reforma tributária sobe passagem internacional em 26% a partir de 2027 e seus desdobramentos específicos para os programas de fidelidade.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

O principal impacto é o aumento esperado de 26% no valor das passagens aéreas internacionais a partir de 1º de janeiro de 2027, devido à incidência de CBS e IBS sobre o trecho de ida. Isso pode elevar o preço médio de uma passagem de US$ 740 para US$ 935.
Embora a lei não seja explícita, a expectativa é que a base de cálculo do imposto considere o valor econômico do serviço. Isso pode levar a um aumento nas taxas de emissão em dinheiro, que são pagas no resgate de passagens com milhas, pois é o único componente que a companhia controla diretamente na transação.
A nova tributação, que resultará no aumento, passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. É nesse período que a CBS (federal) e o IBS (estados e municípios) começarão a incidir sobre o transporte aéreo internacional no Brasil.
Sim, para quem tem resgates internacionais planejados a partir de 2027, uma estratégia é simular e, se possível, emitir as passagens ainda em 2026. Isso permite travar o valor atual das taxas de emissão, evitando possíveis aumentos após a entrada em vigor da nova tributação.
Até o momento, nenhuma das leis ou reportagens da imprensa especializada mencionou especificamente programas de fidelidade, milhas ou taxas de emissão. Companhias aéreas estrangeiras já estão reagindo, com algumas desistindo de planos de ampliar ofertas de voos para o Brasil, o que pode impactar a disponibilidade de assentos para resgate com milhas.

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Juliano Thomas

Juliano Thomas

Autor(a) no Cartões e Viagens
Juliano Thomas é um educador financeiro e especialista em cartões de crédito, milhas aéreas e viagens. Ex-militar do Exército Brasileiro e servidor público aprovado em diversos concursos, ele se destacou por transformar sua experiência em finanças pessoais em um negócio digital voltado para ajudar pessoas a viajarem mais e melhor, aproveitando os benefícios dos cartões e das milhas

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