BTG Pactual lança cartão com bandeira própria para pagamentos entre empresas
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BTG Pactual lança cartão com bandeira própria para pagamentos entre empresas

Juliano Thomas
Escrito porJuliano Thomas
Publicação12 de set. de 2026
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5 min
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O BTG Pactual iniciou a operação comercial do Cartão BTG Pay, uma solução de crédito com bandeira própria criada para pagamentos entre empresas. O produto integra o novo ecossistema BTG Pay, que reúne maquininha, link de pagamento, conciliação de recebíveis e ferramentas de gestão financeira para clientes pessoa jurídica.

Índice

A novidade chama atenção pelo tamanho do mercado que o banco pretende disputar. Segundo números apresentados pelos executivos do BTG, os pagamentos empresariais movimentam um universo potencial de aproximadamente R$ 50,5 trilhões por ano quando são somados cartões, boletos e transferências entre empresas. Isso não significa que todo esse volume migrará para o cartão, mas mostra a dimensão da oportunidade enxergada pela instituição.

O que é o Cartão BTG Pay?

O Cartão BTG Pay não é um cartão de crédito convencional destinado ao consumidor e também não deve ser confundido com os cartões pessoais do BTG Pactual. Trata-se de uma ferramenta B2B, ou seja, voltada à relação comercial entre empresas compradoras e seus fornecedores.

Na prática, o cartão adiciona crédito à transação. O fornecedor pode receber o pagamento enquanto a empresa compradora negocia um prazo maior para a saída do dinheiro do caixa. O intervalo é financiado pelo BTG, de acordo com a análise de crédito e as condições definidas para cada cliente.

Característica Como funciona
Público Empresas clientes do BTG Pactual Empresas
Finalidade Pagamentos e recebimentos entre empresas
Bandeira BTG Pay, em arranjo próprio
Aceitação inicial Maquininhas BTG Pay
Crédito Limite e condições sujeitos à análise
Prazos Podem ser negociados em cada operação
Integração Conta PJ, recebíveis, conciliação e gestão financeira

Por que o BTG criou uma bandeira própria?

A escolha por uma bandeira própria permite ao banco operar inicialmente em um arranjo fechado. Nesse modelo, tanto a empresa que paga quanto o fornecedor que recebe precisam ser clientes do BTG, e a transação ocorre dentro da infraestrutura BTG Pay.

De acordo com o banco, esse desenho oferece mais liberdade para negociar prazo, limite e condições de pagamento em cada operação. Em redes abertas, como Visa e Mastercard, existem regras padronizadas que poderiam reduzir essa flexibilidade.

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Por enquanto, o cartão é aceito apenas nas maquininhas BTG Pay. Portanto, ele não funciona como um cartão corporativo tradicional para compras em qualquer estabelecimento. Essa é uma diferença fundamental para evitar interpretações equivocadas sobre o lançamento.

De onde vem o mercado de R$ 50 trilhões?

O valor divulgado pelo BTG representa o mercado potencial de transações empresariais que poderiam, em parte, migrar para a nova solução:

  • R$ 4,5 trilhões no mercado tradicional de adquirência;
  • R$ 11 trilhões em pagamentos de boletos entre empresas;
  • R$ 35 trilhões em transferências B2B via TED e Pix.

A soma chega a R$ 50,5 trilhões. O próprio BTG reconhece que esse montante é uma referência de mercado, não uma previsão de volume para o Cartão BTG Pay. Pix, boleto e transferências continuarão sendo utilizados pelas empresas, enquanto o novo cartão busca capturar operações nas quais crédito, prazo e conciliação agregam valor.

Quais são as vantagens para compradores e fornecedores?

Para a empresa compradora, o principal benefício é a possibilidade de preservar o capital de giro ao programar o pagamento para uma data futura. A companhia também pode centralizar transações com fornecedores e acompanhar os compromissos financeiros em um único ambiente.

Para o fornecedor, a proposta é receber com mais previsibilidade, reduzir o risco comercial e oferecer prazos melhores aos clientes sem necessariamente comprometer o próprio caixa. O BTG Pay também oferece conciliação automática e acompanhamento dos recebíveis.

As taxas e os limites não seguem uma tabela única divulgada ao público. Eles dependem do perfil de cada empresa, do faturamento, do prazo escolhido e da análise de crédito realizada pelo banco.

O cartão faz parte de uma plataforma mais ampla. A operação comercial do BTG Pay inclui uma maquininha inteligente com duas telas, link de pagamento para vendas por cartão, Pix e boleto, painel de recebíveis, conciliação em tempo real e integração com a conta PJ do BTG Pactual Empresas.

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A plataforma também prevê ordens de compra e venda com crédito e solução de divisão automática de pagamentos. A estratégia reforça a entrada do BTG no mercado de adquirência e amplia o relacionamento do banco com pequenas, médias e grandes empresas.

O Cartão BTG Pay oferece pontos, milhas ou salas VIP?

Até o momento, o produto foi apresentado como uma solução de pagamentos e crédito B2B. Não há anúncio de programa de pontos, acúmulo de milhas, cashback para viagens ou acesso a salas VIP. Por isso, o Cartão BTG Pay não concorre diretamente com cartões pessoais premium ou cartões corporativos tradicionais focados em benefícios de viagem.

Para o leitor do Cartões e Viagens, a principal relevância da notícia está no surgimento de uma nova bandeira brasileira e em como o mercado de cartões está avançando para além das compras de consumidores, transformando crédito e pagamentos empresariais em uma experiência integrada.

Quem pode contratar?

Segundo o site oficial do BTG Pay, as soluções estão disponíveis exclusivamente para clientes do BTG Pactual Empresas e dependem de elegibilidade e análise de crédito. Empresas interessadas precisam ter ou abrir uma conta PJ no banco.

Imagem de capa: divulgação/BTG Pactual.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Não. O produto foi criado para pagamentos entre empresas e está disponível para clientes do BTG Pactual Empresas, sujeito à elegibilidade e análise de crédito.
Não. Ele opera com bandeira própria BTG Pay e, inicialmente, em arranjo fechado.
Na fase inicial, o cartão é aceito nas maquininhas BTG Pay e exige que comprador e fornecedor sejam clientes do BTG.
Até o momento, o banco não anunciou programa de pontos, milhas, cashback de viagem ou acesso a salas VIP para esse produto B2B.
É a soma estimada dos volumes anuais de adquirência, boletos e transferências entre empresas. Trata-se de mercado endereçável, não de uma previsão de que todo o valor migrará para o cartão.

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Juliano Thomas

Juliano Thomas

Autor(a) no Cartões e Viagens
Juliano Thomas é um educador financeiro e especialista em cartões de crédito, milhas aéreas e viagens. Ex-militar do Exército Brasileiro e servidor público aprovado em diversos concursos, ele se destacou por transformar sua experiência em finanças pessoais em um negócio digital voltado para ajudar pessoas a viajarem mais e melhor, aproveitando os benefícios dos cartões e das milhas

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