A licença bancária da Wise foi negada pelas autoridades dos Estados Unidos após o Escritório do Controlador da Moeda (OCC) concluir que a fintech ainda não atende aos requisitos exigidos para operar como um banco fiduciário nacional.
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Segundo o regulador americano, a empresa apresentou deficiências em seu programa de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) e de combate ao financiamento do terrorismo (CFT), além de não demonstrar que conseguiria cumprir todas as exigências aplicáveis às instituições bancárias do país.
Apesar da decisão, a empresa informou que seus serviços continuam funcionando normalmente para os clientes.
Por que a licença foi negada?
Durante a análise do pedido, o OCC avaliou informações compartilhadas por reguladores dos Estados Unidos e de outros países, além do próprio programa de compliance apresentado pela Wise.
A autoridade concluiu que ainda existem fragilidades importantes nos controles internos da companhia, especialmente em relação à prevenção de crimes financeiros.
Entre os principais pontos destacados pelo regulador estão:
- Falhas no programa de prevenção à lavagem de dinheiro;
- Necessidade de aprimorar os controles contra financiamento do terrorismo;
- Preocupações com a estrutura de governança e gestão de riscos;
- Implantação de um programa corporativo de compliance mais robusto antes de conceder a autorização.
Wise afirma que já realizou melhorias
Em comunicado, a Wise informou que seu programa de conformidade evoluiu significativamente desde que o pedido foi protocolado, há mais de um ano.
Segundo a fintech, diversas melhorias foram implementadas justamente em resposta às recomendações feitas pelo OCC durante o processo de avaliação.
A empresa também informou que pretende apresentar um novo pedido de licença após concluir as adequações exigidas pelo regulador.
Clientes da Wise serão afetados?
Não.
A própria Wise esclareceu que a decisão não altera seus serviços atuais.
A empresa continua autorizada a operar como transmissora de dinheiro em 48 estados americanos e quatro territórios, mantendo normalmente seus serviços de transferências internacionais, contas multimoedas e cartão internacional.
A decisão muda algo para usuários brasileiros?
Na prática, não.
Quem utiliza a Wise no Brasil para enviar dinheiro ao exterior, receber recursos internacionais ou utilizar o cartão da empresa durante viagens não terá mudanças imediatas.
A decisão envolve apenas o pedido para que a Wise pudesse atuar como um banco fiduciário nacional nos Estados Unidos, uma autorização diferente das licenças que a empresa já possui para prestar serviços financeiros.
Wise continua apostando no mercado americano
A rejeição acontece poucos meses após a Wise reforçar sua presença nos Estados Unidos ao transferir sua principal listagem de ações para a Nasdaq, mantendo também negociação na Bolsa de Londres.
A fintech considera o mercado americano estratégico para seu crescimento global e afirmou que continuará trabalhando para atender às exigências regulatórias e reapresentar seu pedido de licença futuramente.
Conclusão da licença bancária da Wise
A licença bancária da Wise representa um importante passo nos planos de expansão da empresa nos Estados Unidos, mas a negativa do OCC não impede suas operações atuais. O regulador deixou claro que a fintech poderá apresentar uma nova solicitação após corrigir as deficiências identificadas em seus programas de prevenção à lavagem de dinheiro e conformidade regulatória.
Para os clientes brasileiros, nada muda neste momento. A Wise segue oferecendo normalmente seus serviços de transferências internacionais, contas em múltiplas moedas e cartão para uso no exterior, enquanto trabalha para fortalecer seus controles internos e buscar uma nova autorização junto às autoridades americanas.
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