Vila das Mulheres Girafa na Tailândia: Uma experiência Incrível e Triste
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Vila das Mulheres Girafa na Tailândia: Uma experiência Incrível e Triste

Juliano Thomas
Escrito porJuliano Thomas
Publicação11 de jul. de 2026
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6 min
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Durante nossa viagem pelo norte da Tailândia, tivemos a oportunidade de conhecer a chamada Vila das Mulheres Girafa, uma comunidade do povo Kayan localizada na região de Chiang Mai.

Índice

A visita aconteceu durante o nosso deslocamento de Chiang Mai em direção aos templos da região. O passeio incluía uma parada na vila, onde pudemos conhecer um pouco da cultura local, observar o trabalho artesanal dos moradores e entender melhor a tradição dos anéis utilizados por algumas mulheres.

O nome correto é povo Kayan

Apesar de o local ser conhecido pelos turistas como Vila das Mulheres Girafa, essa não é a forma mais adequada de se referir à comunidade.

As mulheres pertencem ao povo Kayan, mais especificamente ao grupo Kayan Lahwi. O termo “mulheres girafa” surgiu por causa dos anéis de latão utilizados ao redor do pescoço, que criam a impressão de que ele é mais comprido.

Muitos integrantes do povo Kayan têm origem no atual Myanmar e passaram a viver no norte da Tailândia após fugirem de conflitos em seu país. Algumas dessas comunidades passaram a receber turistas e a complementar sua renda com a venda de artesanatos.

Como foi nossa visita à Vila das Mulheres Girafa

A vila que visitamos era bastante simples, com pequenas construções e diferentes espaços utilizados para produzir e vender artesanatos.

Para entrar no local, foi necessário pagar uma taxa de visitação. Depois da entrada, caminhamos pela vila e encontramos várias barracas com produtos feitos pelos próprios moradores.

Entre os itens vendidos estavam:

  • lenços e tecidos coloridos;
  • bolsas artesanais;
  • roupas tradicionais;
  • pulseiras e colares;
  • pequenas lembranças da Tailândia;
  • peças decorativas produzidas manualmente.

Grande parte da população que vive no local depende da produção e da venda desses artesanatos. Por isso, comprar diretamente dos moradores pode ser uma maneira de contribuir com a renda das famílias.

Durante nossa passagem, também observamos algumas mulheres trabalhando nos teares e produzindo peças diante dos visitantes. É uma visita relativamente rápida, mas que permite conhecer uma realidade bastante diferente das atrações mais famosas da Tailândia.

Por que as mulheres Kayan usam anéis no pescoço?

Os anéis utilizados pelas mulheres Kayan são, na verdade, espirais feitas tradicionalmente de latão.

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Ao contrário do que muita gente imagina, os anéis não fazem os ossos do pescoço crescerem. O peso da estrutura pressiona a região dos ombros e da parte superior do tórax, criando visualmente a impressão de um pescoço mais longo.

Essa tradição é associada à identidade cultural e aos padrões de beleza do povo Kayan. Em algumas comunidades, as meninas começam a utilizar os primeiros anéis ainda durante a infância, embora atualmente nem todas as jovens desejem continuar com o costume.

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Curiosidades sobre o povo Kayan

Os anéis não são colocados individualmente

Mesmo parecendo vários anéis separados, normalmente a peça é formada por uma longa espiral de latão enrolada ao redor do pescoço.

Nem todas as mulheres utilizam os anéis

O uso das espirais não é obrigatório para todas as mulheres Kayan. A tradição varia entre famílias, comunidades e gerações.

O pescoço não quebra sem os anéis

Existe um mito de que as mulheres morreriam ou quebrariam o pescoço caso retirassem as espirais. Isso não é verdade. Entretanto, depois de muitos anos de uso, a musculatura pode estar enfraquecida e a retirada deve ser feita com cuidado.

Os artesanatos são uma importante fonte de renda

Nas vilas abertas ao turismo, a venda de tecidos, roupas, bolsas e lembranças representa uma importante fonte de renda para muitas famílias.

Muitas famílias vieram de Myanmar

Parte das comunidades Kayan encontradas na Tailândia é formada por famílias que deixaram Myanmar por causa de conflitos e instabilidade política. Algumas vivem na Tailândia há décadas.

Vale a pena visitar a Vila das Mulheres Girafa?

Nossa visita foi interessante por permitir contato com uma cultura diferente e por mostrar como os moradores vivem da produção artesanal.

Ao mesmo tempo, é importante realizar esse tipo de passeio com respeito. Antes de fotografar uma pessoa, peça autorização e evite tratar os moradores apenas como uma atração turística.

Também existe um debate sobre o funcionamento dessas vilas, a distribuição do dinheiro cobrado na entrada e as condições de vida das famílias. Por isso, uma boa atitude é valorizar o trabalho dos moradores, comprar artesanatos diretamente deles e demonstrar interesse verdadeiro por sua cultura.

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No nosso caso, a visita fez parte do trajeto entre Chiang Mai e os templos. A parada não foi muito longa, mas foi suficiente para caminhar pelo local, conhecer os produtos e observar um pouco do cotidiano da comunidade.

Nossa opinião sobre a experiência

A Vila das Mulheres Girafa na Tailândia é um lugar simples, sem grandes estruturas turísticas. O principal objetivo da visita é conhecer o povo Kayan, observar seu trabalho artesanal e aprender sobre uma tradição cultural que atravessa gerações.

Não espere uma atração sofisticada. A experiência é justamente conhecer uma comunidade pequena, suas construções simples e os artesanatos produzidos pelos moradores.

Para nós, foi uma parada diferente durante o roteiro pelo norte da Tailândia. Além das paisagens e dos templos, a visita mostrou outro lado da região de Chiang Mai e nos ajudou a conhecer um pouco mais sobre a diversidade cultural encontrada no país.

Dicas para visitar a vila

Antes de visitar, lembre-se de:

  • levar dinheiro em espécie para pagar a entrada e comprar artesanatos;
  • pedir autorização antes de tirar fotografias;
  • não tocar nos anéis ou nas roupas sem permissão;
  • conversar com os moradores de maneira respeitosa;
  • reservar alguns minutos para observar a produção das peças;
  • valorizar os produtos feitos diretamente pela comunidade.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Elas pertencem ao povo Kayan, principalmente ao subgrupo conhecido como Kayan Lahwi.
Existem comunidades Kayan em diferentes regiões do norte da Tailândia, incluindo áreas próximas de Chiang Mai, Chiang Rai e Mae Hong Son.
Na vila que visitamos, sim. Foi necessário pagar uma taxa de entrada para conhecer o local.
Os moradores vendem tecidos, lenços, bolsas, roupas, acessórios e diferentes peças artesanais.
Não exatamente. O peso das espirais pressiona os ombros e a parte superior do tórax, criando a aparência de um pescoço mais longo.
Normalmente é possível fotografar, mas o correto é pedir autorização antes de registrar as pessoas.

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Juliano Thomas

Juliano Thomas

Autor(a) no Cartões e Viagens
Juliano Thomas é um educador financeiro e especialista em cartões de crédito, milhas aéreas e viagens. Ex-militar do Exército Brasileiro e servidor público aprovado em diversos concursos, ele se destacou por transformar sua experiência em finanças pessoais em um negócio digital voltado para ajudar pessoas a viajarem mais e melhor, aproveitando os benefícios dos cartões e das milhas

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